Sobre a intolerância dentro do teatro feito por pessoas brancas (por Bruno Laiso Felix)

Dente di Leão

imagem do texto do bruno Crédito: Sofie Knijff/ Divulgação

Há pouco mais de 3 anos, sendo estudante de teatro, e frequentando semanalmente salas de teatro em São Paulo, venho me deparando com uma realidade que me incomoda cada dia mais: um teatro feito por gente branca, para gente branca, num país de gente preta.

Segundo o IBGE, mais da metade da população brasileira se declara negra ou parda, contudo, nesse texto não pretendo me valer dos argumentos a partir de estatísticas, porque elas estão aí para quem quiser se informar, e já sabemos bem da realidade do negro no Brasil.

No final do ano passado, assisti ao resultado de um processo seletivo da SP Escola de Teatro, onde dentre 24 aprovados para o curso de atuação, havia apenas uma moça afrodescendente. Questionei a escola e me disseram que não há racismo na instituição, que utilizam vários critérios, e a raça dos candidatos não é uma…

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Depressivas, fóbicas sociais, borderlines e o feminismo excludente.

Imprensa Feminista

PorVitória Fox

Autor não identificado. Autor não identificado.

Talvez eu não seja a melhor pessoa para tocar nesse assunto, uma vez que não sou psicóloga e nem psiquiatra, mas como depressiva e fóbica social, sinto que essas questões não estão sendo tratadas da forma que deveriam pelos movimentos sociais. E o feminismo não fica de fora.

Por diversas vezes vi companheiras de militância falarem sobre os traumas psicológicos que ficam nas vítimas da violência misógina. Dizer que uma mulher que sofreu diversos abusos no decorrer de sua vida pode vir a desenvolver algum transtorno mental é um genuíno clichê do movimento feminista. Esse problema é mencionado nos livros, nas teorias de gênero, nos coletivos, nos partidos políticos, nas palestras, nos eventos, nos fóruns da internet, mas será que ele é realmente levado a sério?

Se imaginem na seguinte situação: você acabou de ser vítima de um stalker e mesmo após as perseguições cessarem…

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Minha solidão me ensinou o autoamor

marginália

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Imagem: Zine Bloco das Pretas

Quando eu tinha entre 3/4 anos de idade eu me apaixonei pela primeira vez. Ivan era branco, tinha o cabelo liso cortado igual o de um indiozinho e tinha orelha de abano. Eu gostava de Ivan e Ivan também gostava de brincar comigo, embora eu percebesse que Ivan me tratava diferente na frente dos outros coleguinhas, às vezes fingia que não gostava mais de mim, ou não brincava mais comigo, eu relevava porque eu gostava de Ivan e achava que Ivan gostava de mim.

Um dia voltei pra casa chorando e contei pra minha mãe que Ivan tinha me chamado de “sua preta!” e não queria mais brincar comigo. Minha mãe mandou eu responder pra Ivan que eu era “marrom bombom”, música que fazia sucesso na época. Então foi isso que eu fiz, voltei o outro dia pra escola e disse pra Ivan que eu era…

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Sobre virar a chata do role

Mermaid Life

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Descobri recentemente que eu virei a amiga chata.
A amiga que vê problema em tudo, que discorda bastante e não acha mais graça em várias piadas.
Eu virei a amiga que ficou TÃO chata, que as vezes não se contém e fica bem uns 20 minutos tentando explicar o porque aquilo ali ta errado.
Pra quase todo mundo é ser chata, pra mim é feminismo.
Todos os fucking dias eu escuto alguém me falar: ah mas pra você agora tudo é machismo…
E toda fucking vez eu respondo: mas é…e não é agora, sempre foi, eu só não sabia!
E quando eu digo que eu não sabia, é porque eu não sabia mesmo, e reproduzia machismo toda hora!
Eu era a menina mais ‘aceita’ pelos meninos, então eu me achava…um menino! Eu me via além das ‘mulheres’. Eu não era mulher. Eu odiava as mulheres! Eu podia apontar o dedo…

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Croquetes de PTS assados

Já tem um tempo que não posto aqui, confesso que tenho ficado bem desanimada em voltar a escrever pro blog, entretanto, hoje bateu a vontade de compartilhar mais uma receitinha aqui.
Esses croquetes de soja são bastante gostosos, já tinha feito a versão original dessa receita, que é com farinha de milho, só que hoje resolvi testar com farinha de trigo no lugar, pra saber se ficava legal. No fim, acabei gostando muito mais dessa versão adaptada. Vamos à receita:

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Você vai precisar:
1 xícara de PTS (Proteína Texturizada de Soja)
1/4 de xícara de farinha de trigo (acrescentei mais um pouco quando estava amassando a mistura)
1 cenoura fina ralada
2 colheres (sopa) de salsinha (utilizei a seca, porque era o que tinha disponível)
1 dente de alho amassado
1/2 cebola picada
1 colher (café) de orégano
2 colheres (sopa) de castanha-de-caju moída
2 colheres (sopa) de azeite
Sal a gosto

Preparo:

Hidrate a PTS com água fervente. Escorra e aperte bem para tirar o excesso de água, então junte todos os ingredientes à PTS num recipiente e amasse bastante para que forme uma massa homogênea. Faça bolinhos com a ajuda de duas colheres ou com as mãos. Coloque os bolinhos em uma assadeira untada e deixe assar por, em média, 45 minutos. Sirva.

Rendimento: 12

Nota: Eu achei que 1/4 xícara de farinha de trigo não ia dar conta de segurar o croquete, então fui adicionando mais um pouco até dar uma liga, enquanto amassava a massa.

* Receita retirada do site Cantinho Vegetariano (adaptada)

Bolo gelado vegano

Meu aniversário é em Abril e será o meu primeiro como vegana, por isso, um dos meus planos para o mês atual é testar diversas receitas de bolos e tortas para que eu possa reproduzir uma dessas ou criar uma nova com base nelas para o aniversário. Esse bolo gelado foi o segundo que já fiz (irei escrever a receita do primeiro – eu mesma criei *-* –  daqui a alguns posts) e a experiência foi bem legal, ainda mais por ter ficado gostoso; a estrutura do bolo é: bolo de laranja na base – recheio de trufa de chocolate – bolo de refrigerante de guaraná – cobertura de beijinho feito com leite condensado de côco – chocolate e côco ralados para enfeitar.
Na foto vocês podem ver com ficou o bolo e, logo abaixo dela, tem a receita para que possam conferir. 🙂
* Assim que possível, atualizarei o post com uma foto mostrando as estruturas do bolo.

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Ingredientes da trufa de chocolate – Receita retirada do site Presunto Vegetariano (adaptada)
obs: as medidas abaixo foram retiradas da minha cabeça, pois eu fiz a receita da trufa com as medidas da receita que está no site indicado, já que eu precisei fazer a trufa para outra receita. A quantidade que sobrou, utilizei nesse bolo, por isso é só uma estimativa.

150g de chocolate em barra vegano
1/2 caixinha de creme de soja
1 colher (chá) de glucose de milho (xarope de milho)
algumas gotas de essência de amêndoa para chocolate

Preparo
Pique o chocolate em pedaços pequenos e derreta em banho-maria; acrescente o creme de soja e misture bem; adicione a glucose de milho e as gotas da essência de amêndoa. Misture bem novamente e ponha para descansar na geladeira por cerca de 3 horas.
——-
Ingredientes da cobertura de beijinho – Receita retirada do site Diário sem lactose (adaptada)
500 mL de leite de coco (não utilizar a versão light)
3/4 de xícara de açúcar
coco ralado a gosto

Preparo
Leve o leite de coco numa panela ao fogo até começar a ferver. Retire do fogo e acrescente o açúcar e o coco raado; mexa sem parar em fogo baixo até reduzir pela metade. (aprox. 30 minutos)
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Ingredientes da massa do bolo – Receita retirada do site Veggi & Tal
obs: utilizei esta receita para os dois bolos, a diferença é que no segundo bolo, substitui a xícara de suco de laranja por uma de refrigerante. Os bolos ficam bastante fofinhos e deliciosos; já pela massa crua dá pra perceber.

Massa
4 colheres (sopa) de óleo vegetal
2 xícaras de açúcar orgânico
3 xícaras de farinha
1 xícara de suco de laranja
1 colher (sopa)  de fermento em pó

Preparo
Para a massa – comece misturando os ingredientes líquidos; acrescente o açúcar orgânico, a farinha de trigo e por ultimo o fermento, batendo com uma colher a cada novo ingrediente adicionado.
Despeje em forma untada com óleo vegetal  e polvilhada com farinha de trigo. Asse em forno médio por 35 a 40 minutos. Espere esfriar e desenforme.

*  É importante preparar na ordem acima para dar tempo de esfriar tudo.

Depois que estiver tudo pronto, faça a montagem do bolo na ordem que mencionei no início do post:
Na base fica o bolo de laranja; recheie com a trufa de chocolate; ponha o outro bolo e adicione a cobertura de beijinho. Enfeite como preferir ou utilize a versão da receita: coco e chocolate ralados.

Se reproduzirem a receita, comentem abaixo e, se possível, mandem-me uma foto. *-* xx

 

 

 

 

Leite de Avelã

Olá, hoje vim compartilhar com vocês uma receita de leite avelã. Sim, tem milhões pela internet, mas eu fiquei bastante ansiosa para compartilhar o meu leite, que ficou MARAVILHOSO. Fiz há alguns meses mas, como o blog estava desativado, não compartilhei logo, somente no meu Facebook e Instagram pessoal. Enfim, eu fiquei muito feliz ao terminar de fazer o leite e experimentar porque ele foi o primeiro leite que ficou delicioso logo na primeira tentativa! Sem mais delongas, segue abaixo a receita para vocês. xx

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Você vai precisar:

  • 1 xícara e meia a 2 xícaras de avelãs cruas (sem casca, mas pode ser com pele)
  • 1 litro de água
  • 5 tâmaras secas sem caroço (opcional)

Preparo

  1. Deixe as avelãs de molho durante 1 noite (aproximadamente 8 horas)
  2. Jogue fora a água em que as avelãs ficaram de molho
  3. Bata as avelãs muito bem em um liquidificador com 1 litro litro de água e coe com um pano de prato limpo
  4. Você vai precisar apertar, espremer e torcer o pano com cuidado para não deixar o resíduo sair do pano
  5. Não jogue o resíduo fora, guarde em um potinho para usar em outras receitas
  6. Está pronto! Rende 1 litro de leite

Receita retirada do site Ideias veg

obs: eu não utilizei as tâmaras, adocei com açúcar mesmo, depois do leite estar pronto.